(Na falta de tempo de escrever um post mais aprofundado, decidi fazer apenas uma adaptação de um e-mail que enviei hoje à lista de mensagens do grupo MetRóPole. Se possÃvel escreverei mais depois.)
Ontem, dia 27, o Conselho Federal de Relações Públicas enviou seu informativo e, entre as notÃcias, estava a informação de que o Prêmio Nacional de Relações Públicas (POP 2009) não será realizado este ano. O texto dizia que:
“Entre os argumentos que motivaram tal decisão do colegiado estão a crise financeira mundial que reflete também em nosso paÃs, dificultando a captação de parceiros e patrocinadores para a realização deste evento; o suporte contábil, financeiro e jurÃdico que o CONFERP tem que prestar aos Conselhos Regionais da 5ª e da 6ª Região, que receberam as transferências dos profissionais de Relações Públicas registrados na 7ª e na 9ª Região e a realização das Eleições para o Sistema CONFERP em outubro próximo(…)”
O site do Conferp permite comentar as notÃcias e, não sem razão, quase todos os comentários lá, no Twitter e nas listas de discussão são de indignação. Tenho que concordar: como alguns lembraram, durante 28 anos, com todas as adversidades, o prêmio foi realizado. Se apenas uma regional conseguia realizá-lo sozinha (o prêmio, até 2007, era feito pelo Conrerp 2ª Região), seja qual for o motivo, talvez seja melhor manter assim.
Mais importante do que isso é que a questão do prêmio não é isolada. Como se vê, entre os motivos para não realizá-lo é o processo de mudança de registrados para outras regionais. Do ano passado para cá, duas delas deixaram de existir. Isso quer dizer que hoje temos apenas 6 Conselhos Regionais, e que alguns deles estão responsáveis por diversos estados ao mesmo tempo. A 6ª região, por exemplo, passou a ser responsável pelo Distrito Federal e nada menos que 11 estados brasileiros (uma referência: o Conselho de Contabilidade tem uma Regional em cada estado e mais o DF, ou seja, 27 Regionais) Atender ao Brasil todo com essa estrutura e um número mÃnimo de registrados é quase inviável.
Para todos que estão insatisfeitos, lembro que este ano é de eleições do Sistema Conferp. É um momento crucial para mudar alguma coisa. Quem tiver ânimo e disponibilidade, monte uma chapa; quem não tiver, vote e acompanhe os trabalhos. Apenas não permitam que ele se esvazie e “morra” porque “não faz nada”. Lembrem que o Conselho pode tanto “não fazer nada” como pode fazer um bocado de coisas. Isso depende de quem está lá dentro E da participação dos registrados - as duas coisas, necessariamente. Não ter nenhum órgão representativo é uma situação bem pior do que ter um que passa por problemas, inclusive de legitimidade, mas que pode ser revigorado.
